3.9 AVERAGE


A whimsy account of a rather eccentric middle class italian family, growing up alongside -and in the aftermath, of fascism and World War II.

I absolutely loved the premise of this book and there’s no doubt Ginzburg writes so charmingly of family life; from the monotony of the mundane to the damn right unimaginable.

However, about midway through, my attention seriously started to wain. And although I initially loved the -often meandering accounts, of humdrum domestic life. At times these rituals and routines (much like their nature), became rather repetitive to read.

I also found some sections of the novel slightly fragmented in sentence structure -though I’m not sure if this is a translation issue (?) Needless to say there were definitely paragraphs that didn’t flow as well as others...

All in, a rather charming -albeit mundane (at least around the midway mark) celebration of the bizarre rituals, routines and classic witty in-jokes and wise cracking insults, that so often make up family life.

3 stars
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gusanadelibros's review against another edition

DID NOT FINISH: 10%

Me molestó el énfasis en el viejito cascarrabias
emotional reflective medium-paced
Plot or Character Driven: Character
Strong character development: Yes
Loveable characters: Yes
Diverse cast of characters: N/A
lighthearted medium-paced
Plot or Character Driven: A mix
Loveable characters: Yes
Diverse cast of characters: No
Flaws of characters a main focus: No
emotional inspiring reflective sad fast-paced
Plot or Character Driven: Character
Strong character development: Yes
Loveable characters: Yes
Diverse cast of characters: Yes
Flaws of characters a main focus: Complicated

It's a factual account, laid out not as biography, but as memory works: time expands and compresses as memories come and go.
It's all a fully enclosed family atmosphere, and each memory is brought about by a turn of phrase that was familiar to the writer; those little internal family languages and exchanges that every family has, and which are peculiar to that family alone.
The family is notable for its humdrum everyday bravery in its anti-fascism while living in a fascist state. Added to that is the weight of their Jewishness, during the purges through all of Europe and Italy. But somehow they just get on with things, even as those closest are taken from them.
There is some concerning language for a modern reader, which definitely has a racist edge. The endnotes say this may not have been the case when spoken, but the writer retained the phrases when writing from memory. She did so in the knowledge of how it made the speaker look. That speaker invariably being the domineering yet frequently ignored father

Loved the beginning of the book, but somewhere in the middle it lost me and felt increasingly slow and tiresome. I thought the plot summary was actually not that accurate, in the sense that Ginzburg doesn't so much focus on her own family and their mannerisms and traditions, but extrapolates to the lives of an extended circle of friends and prominent figures of her time, which personally I was not as interested in. Finally, the book has often been praised for focusing solely on the personal and simply stating with a cool and objective gaze the political occurrences happening parallel to the characters' lives. Personally, I didn't like this approach as much as I thought I would...

Me: “I’m in the mood of something lighthearted and cheerful”

This book is not that.

Very glad to have discovered Ginzburg.
inspiring reflective slow-paced

Natalia Ginzburg conta a história da sua família integrada numa Itália de Mussolini. Esta suposta, digo suposta porque a autora refere na advertência que “não se trata da minha história, mas antes, embora com vazios e lacunas, da história da minha família”), autobiografia romanceada está bem escrita, e os acontecimentos familiares e históricos são narrados de forma sincera, íntima, elegante e divertida.

Tratando-se de histórias banais do dia-a-dia, por vezes sem importância, a autora, apesar de também narrar momentos de detenção, de perseguição e de morte, opta por resgatar a sua memória familiar dando ênfase ao “léxico”, às frases proferidas por cada elemento da família. O mais marcante e peculiar é sobretudo o do pai. Este, bastante severo nos seus juízos, dirigia-se aos filhos e à esposa de forma insultuosa e preconceituosa. Todos eram estúpidos e tratava-os de “cafres” e “asnos”.
“Qualquer ato ou gesto nosso que considerasse inapropriado, definia-o como «uma cafrealidade». – Não sejam cafres! Não façam cafrealidades! – gritava-nos a todo o momento.” (p. 9)

A trama avança, assim, transportada pelos gritos do pai, pelos desabafos da mãe, pela poesia de uns, pelas expressões de outros, pelas frases vezes sem conta repetidas e que atribuem identidade e ritmo à história.

“Somos cinco irmãos. Vivemos em cidades diferentes, alguns de nós no exterior, e não nos escrevemos com frequência. Quando nos encontramos, podemos ser, uns para os outros, indiferentes ou distraídos. Mas basta, entre nós, uma palavra. Basta uma palavra, uma frase: uma daquelas frases antigas, ouvidas e repetidas infinitas vezes, no tempo da nossa infância. (…), para redescobrirmos no mesmo instante as nossas relações de outrora, e a nossa infância e a nossa juventude, indissoluvelmente ligadas a essas frases , a essas palavras. Uma dessas frases ou palavras faria que nos reconhecêssemos mutuamente, como os irmãos que somos, na escuridão de uma gruta, entre milhões de pessoas. Essas frases são o nosso latim, o vocabulário dos nossos dias idos, (…) o testemunho de um núcleo vital que deixou de existir, mas que sobrevive nos seus textos, salvos da fúria das águas, da corrosão do tempo. Essas frases são o fundamento da nossa unidade familiar,…(pp. 25 e 26)
O leitor abanca nesta família judia, intelectual e activista, convive com os amigos e familiares, diverte-se com as piadas, toma partido nas brigas entre irmãos, acompanha as lutas de resistência antifascista, de prisão, de fuga e de morte, aceita a forma subtil e por vezes ingénua da autora em relação à intolerância e à perseguição dos antifascistas e dos judeus porque fica claro que a autora não pretende explorar os seus sentimentos, mas sim em revisitar os momentos vividos em família e com os amigos.
Gostei e recomendo este livro porque está muitíssimo bem escrito e porque nos transporta para uma época importante da história e da cultura de Itália.