Take a photo of a barcode or cover
emotional
inspiring
mysterious
reflective
sad
slow-paced
Plot or Character Driven:
Character
Strong character development:
Yes
Loveable characters:
Yes
Diverse cast of characters:
Complicated
Flaws of characters a main focus:
Complicated
reflective
sad
slow-paced
Plot or Character Driven:
A mix
Strong character development:
No
Loveable characters:
Yes
Diverse cast of characters:
No
Flaws of characters a main focus:
No
reflective
relaxing
sad
slow-paced
Plot or Character Driven:
Character
Diverse cast of characters:
No
Graphic: Animal death, Death
Moderate: Gun violence, Murder
A tedious list of activities one person did after waking up in a dystopian world. The list of activities includes gathering hay for a cow, planting beans, moving the bed from the bedroom to the kitchen, moving a bed from another room to make space for the cow, feeding a dog, inventorying a conveniently-for-this-kind-of-novel well-stocked house, letting the cow out to graze, setting up a bed for the dog, not letting the cow out to graze due to rain. The character does these things without reflection, emotion, thought, remembrance of things past, hope for things to come. The author writes the character doing these things without artistry or the least bit of concern for making things interesting.
dark
emotional
sad
medium-paced
Plot or Character Driven:
A mix
Strong character development:
No
Loveable characters:
Yes
Diverse cast of characters:
N/A
Flaws of characters a main focus:
Complicated
Bruh it was just so bad. I gave if a genuine effort.
challenging
sad
slow-paced
Plot or Character Driven:
Character
Strong character development:
Yes
Loveable characters:
Yes
Diverse cast of characters:
No
Flaws of characters a main focus:
No
emotional
reflective
sad
Plot or Character Driven:
Character
Strong character development:
Yes
Loveable characters:
Yes
Diverse cast of characters:
No
Que livro maravilhoso!
A história passa-se numa montanha austríaca. A narradora é uma mulher viúva, com mais de 40 anos. Certo dia, acompanha a prima Louise e o marido Hugo à coutada de caça que estes têm na montanha, com intenção de lá passarem uns dias. Uma noite, os primos descem à aldeia, mas não tornam a subir. Vendo-se sozinha na manhã seguinte, a narradora vai à procura deles, mas descobre que, em redor do sítio onde está, ergueu-se, durante a noite, uma parede invisível e intransponível. A narradora está em crer que todas as pessoas e todos os animais que se encontravam do outro lado da bizarra parede estão agora mortos, petrificados. Do seu lado da parede, contudo, a vida continua.
O que se segue é um relato de sobrevivência na montanha. É um livro que não contém ação ou suspense propriamente ditos, pelo menos não do género a que estamos habituados num romance convencional, mas é tão rico na descrição do dia a dia desta mulher — as suas aventuras e desventuras, a afeição que ganha aos animais que lhe fazem companhia (ao início, um cão, uma gata e uma vaca, depois vão aparecendo outros), o desespero que por vezes a acomete, resultado do isolamento em que se encontra —, que nunca, por um minuto que fosse, me aborreci. Pelo contrário, o livro roubou-me o sono e devorei-o numa semana!
Por vezes, o relato transforma-se num verdadeiro tratado sobre gatos e as suas características, outras, contém vestígios de crítica social, quando a narradora se põe a pensar na sua vida antiga. É um regresso às origens, um ato de profunda humildade para com os desígnios da natureza.
Adorei.
Gostei tanto, que até me senti aturdida quando, com um aperto no coração, cheguei à última página. Vai sem dúvida ocupar um lugar de destaque nos livros da minha vida.
A história passa-se numa montanha austríaca. A narradora é uma mulher viúva, com mais de 40 anos. Certo dia, acompanha a prima Louise e o marido Hugo à coutada de caça que estes têm na montanha, com intenção de lá passarem uns dias. Uma noite, os primos descem à aldeia, mas não tornam a subir. Vendo-se sozinha na manhã seguinte, a narradora vai à procura deles, mas descobre que, em redor do sítio onde está, ergueu-se, durante a noite, uma parede invisível e intransponível. A narradora está em crer que todas as pessoas e todos os animais que se encontravam do outro lado da bizarra parede estão agora mortos, petrificados. Do seu lado da parede, contudo, a vida continua.
O que se segue é um relato de sobrevivência na montanha. É um livro que não contém ação ou suspense propriamente ditos, pelo menos não do género a que estamos habituados num romance convencional, mas é tão rico na descrição do dia a dia desta mulher — as suas aventuras e desventuras, a afeição que ganha aos animais que lhe fazem companhia (ao início, um cão, uma gata e uma vaca, depois vão aparecendo outros), o desespero que por vezes a acomete, resultado do isolamento em que se encontra —, que nunca, por um minuto que fosse, me aborreci. Pelo contrário, o livro roubou-me o sono e devorei-o numa semana!
Por vezes, o relato transforma-se num verdadeiro tratado sobre gatos e as suas características, outras, contém vestígios de crítica social, quando a narradora se põe a pensar na sua vida antiga. É um regresso às origens, um ato de profunda humildade para com os desígnios da natureza.
Adorei.
Gostei tanto, que até me senti aturdida quando, com um aperto no coração, cheguei à última página. Vai sem dúvida ocupar um lugar de destaque nos livros da minha vida.