theonetruelogan's review against another edition

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4.0

I'll admit I wouldn't have picked this up if it weren't assigned for my book club, but I'm very glad I ended up reading it! It's a fantastic overview of the interlink between the development of capitalism and the oppressions of various groups of people (this book focusing primarily on women). While most leftists practice an intersectional approach to their politics, this book highlights the material roots of the intersection between various forms of oppression; for that reason alone, it's a must read.

sara3's review

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challenging informative slow-paced

4.5

baxstarjonmarie's review against another edition

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5.0

If you start and stop this book four times because of how intensely academic the intro seems, push through or skip it. Skip the footnotes too if that helps.

This book has given me an entirely new understanding of 15th and 16th century Europe through which to view my ancestors and how they may have participated or been witness to the witch hunts and the rise of capitalism. Federici lays down a thick foundation and it pays off. I'm very excited to read her more recent works and to have somehow actually finished reading a book in this hellscape of late capitalism gone wild.

davina's review

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informative medium-paced

4.0

anabrca's review against another edition

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5.0

Este livro é uma pesquisa sobre a condiçao das mulheres na "transiçao" do feudalismo para o capitalismo. Repensa a analise da acumulaçao primitiva de "O Capital", vol.1, de Karl Marx e também "A Teoria do Corpo", de Michel Foucault, sob o ponto de vista feminino.
O titulo vem de dois personagens da peça shakesperiana "A Tempestade": O Calibã representa o rebelde anticolonial, simbolo do proletariado, especificamente o corpo do proletariado como terreno e instrumento de resistência da logica capitalista.
A Bruxa (Sycorax, mae de Calibã) é a concretizaçao de um mundo de assuntos femininos que o capitalismo tinha que destruir: a herética, a curandeira, a esposa desobediente, as mulheres que queriam morar sozinhas, etc
A caça às bruxas, sob um regime patriarcal opressor, foi uma guerra contra as mulheres para denegri-las, demoniza-las, domestica-las e destruir seu poder social, visava também destruir o controle que as mulheres exerciam sobre seu corpo, sua sexualidade e sua funçao reprodutiva. A mulher foi confinada no lar, sem direito a um salario. Mesmo as que trabalhavam, o salario ia para os maridos. Elas perderam toda autonomia, principalmente financeira, foram retiradas dos espaços publicos, proibidas de terem acesso à educaçao, à vida politica e religiosa, foram confinadas apenas para a reproduçao, as ricas para gerarem herdeiros e as pobres para gerarem mao-de-obra barata. Elas ficaram dependentes do homem para tudo.
A igreja através da santa inquisiçao que se auto-intitulou como a justiça de deus na terra, cometeu o maior feminicidio da historia da humanidade, participou ativamente da colonizaçao e converteu à força, por meios da violência, tortura e mortes, indios e escravos. Além do feminicidio, foi conivente também com o massacre de 2/3 dos nativos da América e a escravidao dos africanos e nativos.

Para o avanço capitalista, toda forma de comunalismo tinha que ser destruida, como os anabatistas que seguiam os passos dos primeiros cristaos de dividirem tudo entre eles em partes iguais, ou os indigenas ou tribos africanas que faziam o mesmo. O comunalismo deu lugar ao individualismo.

A igreja também politiza a sexualidade e regula o comportamento sexual. O casamento torna-se um sacramento no séc. XII, nenhum poder na terra pode dissolver o matrimonio. A igreja intensifica o ataque à sodomia.
Nos séculos XIV e XV o estupro é descriminalizado, se uma mulher é solteira, viuva, doméstica ou esta sozinha na rua, o homem se vê no direito de estupra-la e nada acontece judicialmente, pois ela que esta errada em nao ter um homem ou de ter que andar sozinha. Uma vez estuprada, perde a dignidade, nao vai arrumar um casamento e so resta a prostituiçao. Começa entao o culto à virgindade, à castidade, à pureza, etc. Dai surge o argumento de mulher para casar e mulher para se divertir.

Durante a colonizaçao, a primeira geraçao de mestiços nascida na América foi concebida através do estupro de mullheres nativas e escravas africanas.

Ha a institucionalizaçao da prostituiçao na Europa com a abertura de bordeis municipais e o aval da igreja que justifica que estes lugares sao necessarios para evitar a sodomia e a orgia dos hereges.

Veja a diferença, a sexualidade do homem nao sofre nenhuma alteraçao, ele tem permissao para estuprar, visitar prostitutas e casar com uma mulher casta, enquanto as mulheres sao proibidas de qualquer forma de prazer, a esposa faz sexo pra procriaçao e a prostituta como meio de sobrevivência, ambas sob o dominio do patriarcado que decidem o que fazer com o corpo delas.

Foi proibido o uso de plantas contraceptivas, a parteira foi substituida pelo médico homem, a gestaçao e o nascimento passam a ser controlados pelo estado.

O corpo como maquina ou a disciplina do corpo
Descartes e Hobbes: Filosofia mecânica, o corpo é comparado a uma maquina com intuito de maximizar sua utilidade no trabalho, a maquina tornou-se modelo do novo comportamento social.
Foucault demonstrou que a mecanizaçao do corpo envolve a repressao dos desejos, emoçoes ou outras formas de comportamentos que deveriam ser erradicadas. O produto desta alienaçao do corpo é o desenvolvimento da identidade individual, o conflito da mente e do corpo (alter ego) representa o nascimento do individual na sociedade capitalista, moldado pela disciplina laboral.

anothersarahere's review against another edition

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5.0

a caça às bruxas raramente surge na história do proletariado e da luta de classes. de facto, a perseguição de que as bruxas foram alvo foi completamente apagada da história. não é por acaso que até hoje é um dos fenómenos menos estudados da história. ao mesmo tempo, a história das bruxas transformou-se numa lenda urbana e a figura da bruxa foi ridicularizada: hoje, a cultura popular associa bruxa a uma mulher velha e feia a voar de vassoura e os locais onde estas mulheres foram queimadas vivas e massacradas capitalizam com o turismo.

mas a silvia federici, através deste brilhante trabalho de investigação, reverte este paradigma de esquecimento e lembra a memória duma longa história de resistência. lembra os modos de vida levados a cabo pelas bruxas, os quais eram radicalmente antagónicos aos requeridos pela produção capitalista e, consequentemente, considerados um desafio às estruturas de poder que se impunham na época.

este é um livro revolucionário que devia ser obrigatório para qualquer pessoa interesssada em estudar os primórdios do capitalismo. marx e foucault, ao olharem para a história com um olhar masculino, não conseguiram ver a importância deste momento histórico crucial. é isso que acontece quando se estuda um período histórico sem observar a história das mulheres: dá-se um apagamento do papel das mesmas enquanto sujeitos e agentes históricos, o que resulta em análises defeituosas. a caça às bruxas não se deu neste período histórico por mera coincidência e, por essa razão, este é um livro que nos deixa boquiabertas do início ao fim. como é possível que uma ligação tão óbvia tenha sido desprezada e mandada para o esquecimento durante tanto tempo? felizmente, temos a silvia federeci para nos relembrar da importância de reclamar a figura da bruxa.

bruxas. mulheres livres, poderosas, inteligentes, muito à frente do seu tempo, que recusavam o poder estatal sob os seus corpos e que por isso foram obrigadas a enfrentar o patriarcado, a igreja e o estado. e nós somos as netas das bruxas que eles não conseguiram queimar

dawnmayl's review

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informative medium-paced

5.0

alyssah20's review

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informative reflective slow-paced

5.0

tombomp's review against another edition

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5.0

Fascinating and incredibly important book. Covers the history of the end of feudalism, the rise of capitalism, the rise of current patriarchal forms, colonialism, witch hunts and more. Makes it clear that capitalism was founded on the oppression of women and with massive resistance every step of the way. Shows the importance of reproductive control. Talks about the oppressive elements of philosophy from the time. Covers so much that it skips some historical detail but it doesn't matter. An essential book for correcting the male centred perspectives of today as well as linking social rebellion of now to the past. Read this if you're at all interested in feminism or anti-capitalism.

edit: i feel obliged to somewhat temper what i said above 18 months later. I've read fragments about problems with historiography in the book, particularly http://libcom.org/blog/witch-hunts-transition-capitalism-20122011 and reading bits and pieces people who've immersed themselves in the witchhunt literature have said. from what i understand, much of the problem is that a lot more information and research has come out in the last 30-40 years that gives a very different understanding of the political, sociological and legal aspects of it - see http://www.kersplebedeb.com/mystuff/feminist/gibbons_witch.html. the problem is this book focuses on older sources (and has the problem of not always citing properly) which means it uses some inaccurate information and has only a limited perspective simply because the information wasn't widely available or understood at the time the book was written (probably). as someone who's not read other witch hunt stuff i can't comment in detail and I've not seen a more comprehensive criticism, i just think it's important to note and to make sure you don't take all the history as gospel. that's not to smear the book and i still stand by it being a very interesting and important book politically and it's still full of useful history. just wanted to put up some new information

oliviamnsnll's review against another edition

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5.0

I read this book for the class "Written out of Wedlock" at Butler University. And let me tell you, going in I thought I had a good understanding of marxist historical analysis, but that was challenged by the herstorical approach of Federici. The discussion of how Capitalism requires an Us vs. Them mentality in order to thrive was enlightening, and this particular work examines the lives of women that were marginalized and erased during the rise of capitalism.

I learned that communism was popping up all over europe during the decline of feudalism, and that capitalism arose as a direct reaction from the rich who were afraid of losing their power. The idea being if they gave the impression that anyone could become wealthy, then maybe the revolution would end.

Also contains an indepth look at the villainization of witches and women healers.