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sratoz 's review for:

Ilíada by Homer
2.0

2 de 4 estrelas.
2025-04-24 — lido HOMERO. Ilíada. Tradução do grego 'Iλιάς, Nota prévia e posfácio por Trajano Vieira. A Ilíada ou o poema da força, traduzido por André Telles do francês L'Iliade ou le Poème de la Force, por Simone Weil. Texto de orelha por Rachel Bespaloff e excertos da crítica de Mark W. Edwards, Adam Parry, Norman Austin, Bernard Knox, Hermann Fränkel, James Redfield, Joachim Latacz, Eric A. Havelock e George Steiner traduzidos por Danilo Hora. 1. ed. São Paulo: 34, 2020. 1048 p. ISBN 978-65-5525-005-3. Nota: li todas as páginas em português e a primeira página em grego, mas não as demais 463 páginas em grego. Média de 1,81 página por dia.
Eu tinha lido uma adaptação da Ilíada para prosa, pela Ediouro, para a disciplina de Cultura Clássica do Colégio, no distante ano de 1987. Estimulado pelas aulas do Alex Castro (que aliás disse que aquela adaptação era "lixo"), resolvi relê-la como se deve.
A Ilíada é um poema épico ambientado na Idade do Bronze, presumìvelmente no século XII a.C. ou antes. Supostamente composto no século VIII a.C. e atribuído a Homero, poeta grego, itinerante e cego, o poema passou muitos anos sendo declamado oralmente, até que foi reduzido a termo. Narra eventos passados no décimo dos dez anos da Guerra de Troia, quando Aquiles, líder guerreiro aqueu, é ofendido por seu comandante, Agamêmnon, e por isso se retira do combate. Os aqueus passam a perder a guerra, e os troianos chegam a invadir seu acampamento. Pátroclo, amigo íntimo de Aquiles, dispõe-se a substituí-lo mas acaba morto por Heitor, príncipe e comandante do exército de Troia. Aquiles enfurece-se, enfrenta o exército troiano sòzinho e mata Heitor. Ao fim, o rei de Troia, Príamo, vem resgatar o corpo de seu filho.
A história parece simples, mas o poema é extenso, complexo e recheado de digressões que nos mostram a mitologia grega, o modo de pensar da sociedade grega daquela época, suas instituições, seus valores, suas crenças e seus costumes. Apesar de narrar sucessivos atos de coragem e heroísmo, uma das principais lições da Ilíada é que os homens estão sempre sujeitos aos caprichos imprevisíveis e volúveis dos deuses e a um destino inevitável e frequentemente trágico.
A tradução de Trajano Vieira desrespeita muito a gramática e inventa neologismos tolos. Como eu já havia lido a tradução de Frederico Lourenço (mais objetiva, mais rigorosa e muito melhor), e lhe dado três estrelinhas, fica Trajano com duas de quatro.