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ozielbispo 's review for:
Diário de luto
by Roland Barthes
O filósofo e teórico literário francês Roland Barthes teve uma morte trágica em 1980 quando foi atropelado por um carro. Ficou algumas semanas no hospital mas não resistiu. Anos atrás em 1977 sua mãe faleceu. Barthes ficou muito mal, e até o ano de 1979 escreveu um diário de luto em cartões e folhas e que vinte anos depois de sua morte foi transformado neste diário. Nele relata o seu sofrimento e saudade. Declara que a partir daquele momento ele era a sua própria mãe. Tudo lembrava a sua querida mamãe; até os filmes que assistia: " 29 de julio de 1978
(Vista una película de Hitchcock, Les amants du Capricorne)
Ingrid Bergman (era hacia 1946): no sé por qué, no se cómo decirlo, esta actriz, el cuerpo de esta actriz me conmueve, viene a tocar en mí algo que me recuerda a mamá: su tez, el color y la apariencia de su carne, sus manos tan bellas y simples, una impresión de frescura, una femineidad no-narcisista.."
Quando ia às compras também lembrava da sua mamãe ao ouvir a menina atrás do balcão dizer "Voilà" ( aqui está ) a palavra que ele usaria ao trazer algo para sua mãe enquanto cuidava dela. Cada vez mais intensa a dor é mais intensa que a última, explica Barthes: "A cada 'momento' de sofrimento, acredito que seja o mesmo em que pela primeira vez me dou conta de meu luto".
Enfim tudo era saudade e sofrimento. Tudo era uma tentativa de continuar a vida de uma maneira normal viajando, escrevendo e lendo. Mas não tinha jeito, Barthes sempre queria retornar no quartinho onde sua mãe falecera.
Este é o primeiro livro de Barthes que leio e realmente serve como introdução às suas escritas que é muito complexa. Barthes foi uma figura pioneira da teoria estruturalista, uma das escolas fundacionais do pensamento pós-guerra no Ocidente.
Gostei muito, e não vou me alongar mais.Recomendo
(Vista una película de Hitchcock, Les amants du Capricorne)
Ingrid Bergman (era hacia 1946): no sé por qué, no se cómo decirlo, esta actriz, el cuerpo de esta actriz me conmueve, viene a tocar en mí algo que me recuerda a mamá: su tez, el color y la apariencia de su carne, sus manos tan bellas y simples, una impresión de frescura, una femineidad no-narcisista.."
Quando ia às compras também lembrava da sua mamãe ao ouvir a menina atrás do balcão dizer "Voilà" ( aqui está ) a palavra que ele usaria ao trazer algo para sua mãe enquanto cuidava dela. Cada vez mais intensa a dor é mais intensa que a última, explica Barthes: "A cada 'momento' de sofrimento, acredito que seja o mesmo em que pela primeira vez me dou conta de meu luto".
Enfim tudo era saudade e sofrimento. Tudo era uma tentativa de continuar a vida de uma maneira normal viajando, escrevendo e lendo. Mas não tinha jeito, Barthes sempre queria retornar no quartinho onde sua mãe falecera.
Este é o primeiro livro de Barthes que leio e realmente serve como introdução às suas escritas que é muito complexa. Barthes foi uma figura pioneira da teoria estruturalista, uma das escolas fundacionais do pensamento pós-guerra no Ocidente.
Gostei muito, e não vou me alongar mais.Recomendo