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acrisalves 's review for:
Lord of Light
by Roger Zelazny
https://osrascunhos.com/2016/04/21/lord-of-light-robert-zelazny/
Eis a farsa do divino, um livro em que homens se fazem passar por Deuses recorrendo a tecnologia avançada, controlando os restantes seres humanos e impedindo-os de se desenvolverem tecnologicamente.
Há muito tempo uma nave terá chegado a um novo planeta com alguns seres humanos. Aprisionados os habitantes originais desse planeta, os seres humanos ter-se-ão dividido em dois grupos, o dos tripulantes da nave que controlam toda a tecnologia e se aproximam da categoria divina, e os passageiros que passam a viver quase como meros mortais, controlados pelos Deuses.
Sam já não pertence a nenhum dos grupos. Apesar de ser um dos membros da tripulação, não concorda com o percurso da humanidade naquele planeta, e pretende defender o direito dos restantes a evoluir tecnologicamente. Outrora humano, outrora Deus, não pertence agora a nenhuma das classes mas perpetua, vida após vida, uma longa guerra contra os Deuses.
«His followers called him Mahasamatman and said he was a god. He preferred to drop the Maha– and the –atman, however, and called himself Sam. He never claimed to be a god, but then he never claimed not to be a god.»
Considerado o rei da dissimulação, pretende enfraquecer o poder dos Deuses, seja directamente em guerra aberta, seja indirectamente pela fundação de uma nova religião que aproveita as ideias budistas para deixar os Deuses tecnológicos de semelhança hindu.
Encarnando múltiplas personalidades conforme os objectivos do momento, sempre com elaborados planos estratégicos, Sam aproveita o seu papel entre o divino e o humano para ir minando a crença e a obediência a estes falsos Deuses. Pelo caminho vamos encontrando os seus antigos colegas, os Deuses que possuem poderes semelhantes aos da mitlogia hindu e da qual retiram os seus nomes. É assim, normal, encontrar Kali, Yama ou Ratri.
Entre a ficção científica e a fantasia – pois os Deuses com os seus poderes fabulosos são fantásticos para quem desconhece o poder tecnológico que escondem – Lord of Light impregna o exotismo das descrições que se encontram entre o sonho e o real, em cenários impossíveis de criaturas de luz que se cruzam com as presenças de Deuses implacáveis.
E com isto tudo, apesar de ter apreciado todos estes detalhes, não foi uma história que me tenha cativado – talvez por causa das personagens, distantes e imprevisíveis, pouco envolventes. Talvez por causa da réplica vazia dos Deuses hindus, aqui homens cansados, tão habituados ao poder que se distanciam mentalmente, aborrecidos, e que assim ficam incapazes de prever e enfrentar uma única entidade, Sam – o homem que já não é homem mas também não é Deus.
Eis a farsa do divino, um livro em que homens se fazem passar por Deuses recorrendo a tecnologia avançada, controlando os restantes seres humanos e impedindo-os de se desenvolverem tecnologicamente.
Há muito tempo uma nave terá chegado a um novo planeta com alguns seres humanos. Aprisionados os habitantes originais desse planeta, os seres humanos ter-se-ão dividido em dois grupos, o dos tripulantes da nave que controlam toda a tecnologia e se aproximam da categoria divina, e os passageiros que passam a viver quase como meros mortais, controlados pelos Deuses.
Sam já não pertence a nenhum dos grupos. Apesar de ser um dos membros da tripulação, não concorda com o percurso da humanidade naquele planeta, e pretende defender o direito dos restantes a evoluir tecnologicamente. Outrora humano, outrora Deus, não pertence agora a nenhuma das classes mas perpetua, vida após vida, uma longa guerra contra os Deuses.
«His followers called him Mahasamatman and said he was a god. He preferred to drop the Maha– and the –atman, however, and called himself Sam. He never claimed to be a god, but then he never claimed not to be a god.»
Considerado o rei da dissimulação, pretende enfraquecer o poder dos Deuses, seja directamente em guerra aberta, seja indirectamente pela fundação de uma nova religião que aproveita as ideias budistas para deixar os Deuses tecnológicos de semelhança hindu.
Encarnando múltiplas personalidades conforme os objectivos do momento, sempre com elaborados planos estratégicos, Sam aproveita o seu papel entre o divino e o humano para ir minando a crença e a obediência a estes falsos Deuses. Pelo caminho vamos encontrando os seus antigos colegas, os Deuses que possuem poderes semelhantes aos da mitlogia hindu e da qual retiram os seus nomes. É assim, normal, encontrar Kali, Yama ou Ratri.
Entre a ficção científica e a fantasia – pois os Deuses com os seus poderes fabulosos são fantásticos para quem desconhece o poder tecnológico que escondem – Lord of Light impregna o exotismo das descrições que se encontram entre o sonho e o real, em cenários impossíveis de criaturas de luz que se cruzam com as presenças de Deuses implacáveis.
E com isto tudo, apesar de ter apreciado todos estes detalhes, não foi uma história que me tenha cativado – talvez por causa das personagens, distantes e imprevisíveis, pouco envolventes. Talvez por causa da réplica vazia dos Deuses hindus, aqui homens cansados, tão habituados ao poder que se distanciam mentalmente, aborrecidos, e que assim ficam incapazes de prever e enfrentar uma única entidade, Sam – o homem que já não é homem mas também não é Deus.